Viajaram por aqui:

terça-feira, 31 de maio de 2011

Limito-me a ti.

Escuto, oiço bem a minha respiração ofegante, o bater do meu coração acelerado...veloz! Corro depressa, mais do que nunca. As lágrimas ficam, não conseguem cair.
Perco-me nestas ruas sem fim, encontro-me com a saudade. Lembro-me de ti e da atenção que me davas. Lembro-me do mal que te fiz, reconheço a falta que me fazes. Engano-me e volto a enganar-me e digo para mim mesma que estou melhor sem ti. Mas não estou, nunca vou estar. Choro a rir, isto é mais forte do que pensava.
Estou revoltada, quero saltar...para o infinito.
Continuo a correr com roupas rasgadas, corpo desfeito, livre e sem percepção que já tenho pouco tempo para estar perto de ti.
Salto...salto para o infinito, para o vazio, com as mãos algemadas e coração partido, perdido, esquecido de que há um corpo que lhe pertence. Corpo esse que por sinal é o meu, o meu corpo com o meu coração.
Conheci-te, com verdadeira vontade. Irritou-me ter-te perdido. Irritou-me e irrita-me o mal que te fiz.
Irrita-me que já não tenhas aquela vontade de me impedir de saltar para o vazio.
Assim, hoje limito-me a este pouco que me ilustra e ao pouco sentimento que por cá anda.
Os laços que nos uniram foram os mesmos que nos separaram. Tudo se funde e confunde. Guardo-te o sorriso único, guardo-te a ti e ao passado. Andamos nestas ruas, onde tudo nos quebra e enudece, onde tudo nos mente e nos separa.




*Tudo meu, tudo escrito por mim.



I LOST YOU, DIDN'T I?






Sem comentários:

Enviar um comentário

Usa o coração.