Sentia-me bem comigo mesma. Sentia-me em paz e não me apetecia voltar para uma relação, voltar para as preocupações irritantes e para as mensagens amorosas. Se tivesse de voltar a esta necessidade chamda "amor" ao menos que fosse com alguém que só me trouxesse o melhor dos carinhos. Que fosse com alguém que não touxesse a parte má do amor.
Chegaste tu e pensei eu que serias tu que me trarias a felicidade de que supostamente eu não precisava mas que até me apetecia ter um bocadinho.
Tentei encontrar em ti a pessoa ideal mas depois passou-me.
Sabes como é que eu soube que não eras o ideal para mim? Porque o amor não passa, o amor não vai e vêm. O amor, o verdadeiro, ultrapassa tudo o que for preciso e quando chegar a altura de acabar leva meses e quem sabe até anos e passar-nos o sofrimento.
Não amei e nunca vou amar, não tens nada que me cative. Aproximei-me porque na altura amei com os olhos, achei-te bonito. Depois de te conhecer percebi que não me cativas como um outro amor a que eu ainda estava presa.
O outro amor, ele sim era "o amor".
Estiveste relativamente presente para mim, mas era tudo muito forçado e o amor não é assim. Não podes forçar o beijo da manhã ou a mensagem da noite. No amor só podes dar o beijo e enviar a mensagem e não se ligam aos detalhes. No amor só se ligam aos detalhes quando for preciso, sempre foi assim.
O que eu sentia por ti era um "pancada" que me acabou por passar, se fosse amor não passava. Se fosse amor eu ainda me lembrava de ti como a pessoa que me deixou feliz, mas apenas me lembro de ti como a pessoa que eu deixei. Não sei se feliz ou não, apenas deixei.
Quando olhamos para o passado são as pequenas coisas e não as grandes ocasiões que nos fazem lembrar das pessoas.
Lembro-me de ti como o charmoso sedutor e lembro-me do meu verdadeiro amor (antes de ti) e recordo-o como o eterno apaixonado.
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