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quarta-feira, 6 de julho de 2011
We are sharks!
*Fotografias: Oceanário de Lisboa 5.7.2011
Fotógrafa: Francisca Fernandes*
É a força, a adrenalina que se sente. A velocidade a que o sangue atravessa as veias e nos sobressalta. É saudade do abraço e do quente de outro corpo. É mágoa e o suor do trabalho mais complicado de todos: viver.
São as lágrimas e os sorrisos que o nosso corpo mostra ao exterior, são os calafrios do interior. É o bater esquisito do coração, são as tonturas e as constantes faltas de forças.
É o frio do corpo e o quente do coração, como se de uma gripe interior se tratasse. A aproximação é a nossa medicação. O quente de outro corpo, outra respiração que não a nossa..as reacções que temos e que são incontroláveis.
O poder de com uma máquina podermos capturar o momento mais marcante da nossa Vida, uma certa viagem ou um certo concerto, um certo abraço ou um certo beijo. O facto de haver a possibilidade de prolongar o momento. Isso é uma cura bem forte, o facto de podermos ter nas nossas mãos um momento de outras épocas. Isso sim, isso cria a adrenalina no nosso corpo e a viagem de regresso a memórias antigas e sem pagar bilhete. Como se fossemos passageiros clandestinos.
Talvez tudo isto fosse mais fácil debaixo de água, sendo considerados predadores para os problemas e não o contrário.
Nós, seres humanos, com todas as reacções e manias que temos somos autênticos tubarões na Terra. Somos perigosos para nós próprios, oh..se somos!
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