Quantos vezes já mascararam as palavras ? Quantas vezes já não arranjaram uma palavra muito subtil para explicar uma doença, um vicio..o que for. "Se é sida,é sida, se é tuberculose,é tuberculose, se é cancro, é cancro. Não mascarem as palavras"
Também em casos menos extremos isto acontece. Quantas vezes já seguimos mil e um caminhos e deixamos cair o sentimento nas entrelinhas quando na verdade só precisávamos de dizer "estou aqui para ti" ? Se é para apoiar, é para apoiar. As pessoas, sem excepção, querem alguém que demonstre segurança e que não tenha problemas em falar. Adianta esperarmos mil anos para apoiarmos alguém doente ? E depois, no final do dia, pensamos "E se.." mas "e se.." nada porque é preciso é chegar ao fim do dia e não pensar em nada de forma a que nos sintamos realizados e tranquilos em relação às nossas atitudes.
De boas intenções está o inferno cheio não é? Há aí muita crueldade, muita frieza confundida com a dita cuja "sinceridade". Os "não te queria magoar", "sempre gostei muito de ti" e todas as outras frases feitas que sempre nos dizem quando nos vamos abaixo não nos adiantam de nada. E o problema é só este: para quê ? Para quê usar mil palavras, mil carinhos e chegarmos ao fim da conversa e a pessoa sem perceber o que queríamos dizer. Somos pessoas caramba, o que dizemos é inútil quando fazemos o contrário.
Deixamos muitas pessoas para trás, afastamos-nos de outras e nem reparamos e quando nos dão "o alerta" ficamos revoltados porque na nossa cabeça não é nada assim. Se queremos ser ouvidos temos de aprender a ouvir, se queremos que nos deixem falar temos de aprender a deixar falar e se queremos que nos protejam temos de aprender a proteger. É muito bonito quando nos apegamos a alguém, quando confiamos e esse alguém acaba por nos deixar para trás, muitas das vezes sem sequer reparar e nós ficamos ali a ver a Vida passar. Somos pessoas e portanto somos seres que nos momentos críticos vemos a Vida passar-nos à frente e ficamos ali a pensar "quem me dera que tivesse sido de outra forma" sem sequer nos apercebemos que só não foi de outra forma por culpa própria.
O que é preciso e deixar os rodeios de parte, falar o que queremos e depois, mais tarde, sentir a sensação de que foi exactamente aquilo que quisemos fazer. O nos falta é a noção que não somos insubstituiveis no coração de ninguém e apartir do momento em que apareça alguém que nos vai substituindo é que nos começamos a aperceber: "fogo, andei aqui a fazer o quê ? andei aqui a ser o melhor de mim para ti".
Adoroo* :')
ResponderEliminarlove it :)
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