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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Destrói o que te destrói a ti.

 (destrói o que te destrói a ti)

Não se têm distinguido os dias de felicidade dos dias com falta dela, distinguem-se antes os dias de pouca felicidade dos de muito pouca felicidade.
Há alturas em que nos sentimos pressionados mesmo que não tenhamos nada a causar-nos pressão, sentimos dificuldade em estar na presença de algumas pessoas, custa-nos a respiração e não há um dia em que nos sintamos perfeitamente calmos, perfeitamente livres. Não há dias em que cheguemos a uma altura e respiremos fundo como forma de sentirmos mil problemas a saírem de nós. E às vezes sentimos que vamos mergulhar num mar de questões sempre que nos mostram apoio e preocupação.
Acho, aliás, que tem sido esse o meu maior problema: a necessidade de preocupação. Se calhar às vezes era bom sentir uma atenção especial, um carinho sem nada em troca. Era bom só sentir que temos ali alguém ao nosso lado, alguém que nos acalma.
E chega a uma altura em que as pessoas se cansam de esperar pela pessoa que nos vai acalmar e preferem simplesmente explodir, deixar que as lágrimas se mostrem. Chega a uma altura em que não dá mais..não dá para engolirmos mais sapos, não dá para ouvir o melhor e segundos depois temos ali o pior bem à vista. Chega a uma altura em que nos apercebemos que há aí muita coisa que não vale a pena mas temos a convicção de ir até fim e se doer..deixa que doa.
As piores fases são aquelas em que não sabemos lidar e as melhores pessoas são as que cada vez mais vamos perdendo, não por vontade própria mas é mesmo assim. E às vezes a solução é só ir lá e dar um abanão e "estou aqui porra, a precisar de ti" e falar. Engraçado é quando não somos capazes disso e nos mentalizamos de que "bem, talvez melhore,talvez passe."

3 comentários:

  1. No geral somos mais impulsivos no negativo. Fazemos coisas sem pensar pq é assim a vida. Sentimentos falam mais alto!

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  2. Estás inspirada tu! :)
    Mas tá certo. não digo que nao! ;)

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